Aulas migram para plataformas digitais e garantem a continuidade do semestre

No ensino superior, na região da Tijuca, somente Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) suspendeu as aulas de todos os cursos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, no dia 11 de março, pandemia do COVID- 19, Coronavírus, e as consequências disso no Brasil podem ser vistas em shoppings, escolas públicas e particulares e academia, todos fechados; pessoas isoladas, economia quebrando, empresas e faculdades mudando seus funcionamentos. Por este motivo, alguns universitários da Tijuca estão estudando online, em suas casas, depois da migração das atividades para as plataformas digitais.

Alunos e professores aprenderam a se reinventar nesse cenário atípico. Muitas universidades, particulares, tiveram que transformar suas aulas presenciais em matérias online para não perder um semestre todo. Já que, de acordo com Ministro da Saúde, Henrique Madetta, o pico do vírus no Brasil terá início em meados de abril com previsão para acabar em junho, com a hipótese de recuperação em julho. Ou seja, se um semestre se configura em seis meses, em média, a pandemia irá durar um período universitário. 

A UniCarioca, universidade particular com campus na Tijuca, aderiu esse método. Mas para a faculdade não foi complicado essa mudança. A instituição projetou em 2020, uma nova metodologia de ensino chamada “Metodologia Ativa”. O intuito é transformar o aluno como base do conhecimento e o professor apenas o guia. Por isso, todo conteúdo das matérias já estavam no portal online. Para a aluna de Publicidade e Propaganda, Gabriella Gomes, a transferência das matérias presenciais para as plataformas onlines é essencial em um momento como esse. “O que muitas universidades estão fazendo, é utilizar a tecnologia, que é um bem comum em nossas vidas, a nosso favor”, comenta.

Outra instituição particular que abraçou essa migração foi Universidade Veiga de Almeida. A faculdade já tinha, também, uma plataforma online pronta, em seu sistema, pois ela oferece graduações à distância (EAD) e materiais online em graduações presenciais. Mesmo estando preparada, a aluna de Design de Interiores, Viviane Rodrigues, sente uma dificuldade em aprender com o sistema online. “Eu entendo que foi uma ação estratégica para continuar o período, mas, particularmente, tenho encontrado bastante resistência em me adaptar a isso tudo. A maioria das aulas estão sendo eficientes, porém o meu desempenho não está sendo o mesmo de como seria presencialmente”, explica. 

Entrada da biblioteca da Universidade Veiga de Almeida (Foto: Fabyane Melo)

O professor de Jornalismo da UVA, Gustavo Lacerda, expõe que, diante desse quadro de pandemia, a virtualização das matérias presenciais foi necessário. “Não dá para a gente simplesmente cruzar os braços e esperar passar. Então, eu espero que os alunos estejam aprendendo. Sempre busco o feedback deles e estou recebendo respostas positivas. Por isso, acho que é possível aprender a distância sim mas, com suas limitações”, analisa o professor. 

Já a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) não aderiu essa mudança. Eles partem do princípio que nem todos os seus alunos terão acesso a computadores ou internet para poderem assistir às aulas online; a consequência disso é o adiamento do semestre. Em nota no site, a instituição frisou a decisão: “A UERJ não substituirá atividades acadêmicas presenciais pela educação a distância, nos atuais cursos de graduação, mestrado, doutorado, especialização e extensão”. 

A aluna de Relações Públicas da UERJ, Laura Machareth, começaria seu terceiro período, mas seus planos mudaram. “Se eu pudesse escolher, definitivamente iria preferir ter aula online, até porque todos os meus projetos vão ter que dar uma pausa. Como por exemplo, pretendia procurar estágio no segundo semestre de 2020, já que estaria no quarto período”, afirma.

Como todos os outros setores da sociedade, as instituições educacionais estão se adaptando. O processo não é o esperado, em sua maioria, e pegou todos desprevenidos. Mas, mesmo assim, a mudança é inevitável. “Todo o processo de adaptação tem um lado positivo e um negativo”, esclarece o Professor Gustavo Lacerda.

Por Fabyene Melo, Fabyane Melo e Caroline Belo (Oficina Multimídia em Jornalismo)

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