Supermercado adota regras de prevenção ao Covid-19

Desde a promulgação do decreto regulamentador de atividades essenciais, publicado em 20 de março e com atualização mais recente em 8 de maio, supermercados sempre foram consenso entre os legisladores. Fornecedores de quase todo tipo de suprimento necessário à vida cotidiana, estes estabelecimentos jamais estiveram na lista de incerteza sobre quem poderia ou não manter as portas abertas.

Ir ao mercado, atividade tão rotineira há apenas dois meses, hoje, é excepcional. O drama destas “expedições” tem ares de filme pós-apocalíptico, onde apenas um corajoso membro de cada família é habilitado a sair de casa para a missão. A armadura, composta de máscara caseira. Para combater o inimigo, invisível, basta uma arma: álcool em gel. Os memes, patrimônio brasileiro de fonte inesgotável, acrescentam bom-humor mesmo à preocupação diária com a pandemia de coronavírus.

Ir ao mercado durante a pandemia também virou meme nas redes sociais (Vídeo: Gigio Mantovani/Facebook)

Por estarem adiantados, no âmbito legislativo, em relação a outros comércios, diversos mercados põem em prática a integração entre atividade econômica e prevenção ao coronavírus. Em um dos atacadistas do Rio de Janeiro, o cuidado começa na área externa. Cartazes recomendam aos clientes manter distância mínima de 1 metro de outras pessoas.

Medidas de prevenção dentro do mercado são indicadas já no corredor de entrada no estacionamento do supermercado (Foto: Isabela Jordão/Arquivo Pessoal)

Uma recepção calorosa recepção aguarda os clientes na entrada — o que, nas atuais condições, significa justamente a prevenção de calor humano. Uma funcionária mede a temperatura de cada pessoa com um termômetro higiênico, sem necessidade de toque para medição. Quem for detectado com febre, não pode entrar nas dependências internas do supermercado.

Funcionária mede a temperatura de cliente antes de liberar a entrada no local (Foto: Isabela Jordão/Arquivo Pessoal)

Dentro do lugar, as medidas de proteção se tornam mais visíveis. Funcionários são equipados com face shields, e os rostos de todos os presentes ficam cobertos por máscaras de pano, que escondem sorrisos da boca, mas não dos olhos. Estes, apesar do silêncio gritante das vozes, outrora altas, comunicam olhares de compaixão mútua entre cada um ansioso pelo fim da doença.

Todos os clientes andam com máscara, mesmo que o uso não seja obrigatório. Os funcionários, além da máscara, usam face shield. (Foto: Isabela Jordão/Arquivo Pessoal)

Precauções simples, porém eficazes. Distanciamento, medição de temperatura, uso de máscaras e higienização com álcool em gel não pesam tanto aos bolsos do empresário como permanecer com a loja fechada. Dada a necessidade de se manter a economia do país operante, fica o exemplo de conciliação entre comércio e saúde.

Por Ana Caroline Carvalho, Isabela Jordão e Rafael Petniunas (Oficina Multimídia em Jornalismo).

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