As estratégias do Hemorio para enfrentar o baixo estoque de sangue

A pandemia do Coronavírus causou várias consequências, entre elas, uma significativa redução na doação de sangue. O  Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio) registrou queda de 50% de doadores no mês de abril. A necessidade de isolamento social e o medo de contrair a Covid-19 são os motivos para doadores evitarem ir até uma unidade de coleta. Por causa disso, o Instituto lançou campanhas para driblar o baixo estoque como o “Hemorio em casa”.

Além dos incentivos, os hemocentros também estão reforçando a segurança sanitária com protocolos de higienização mais rígidos. Luiz Amorim, diretor geral do Hemorio, explica que na entrada há um funcionário verificando a temperatura dos doadores com um termômetro sem contato. “Qualquer pessoa que tenha tido contato com infectados pelo coronavírus, ou suspeitos, não pode doar durante 30 dias, assim como pessoas que viajaram”, acrescenta.

O diretor geral do Hemorio, Luiz Amorim, fala sobre os cuidados na doação de sangue

Com os procedimentos implementados para garantir a saúde dos doadores, outras medidas foram necessárias para atrair a população. O Hemorio lançou campanhas como coleta a domicílio e parceria com o Facebook, que tem uma ferramenta que notifica pessoas já cadastradas sobre a necessidade de um tipo sanguíneo específico.

Hemorio em casa

A campanha “Hemorio em casa” atende moradores de condomínios que possuam, pelo menos, 500 pessoas e um salão fechado no térreo com, no mínimo, 70 metros quadrados, para montar a estrutura de coleta de sangue. O diretor geral do Hemorio explica que o número mínimo de residentes é para garantir que tenha um bom número de doadores no fim do processo. “Isso permite as pessoas doarem sangue sem descumprir a quarentena e sem correr nenhum tipo de risco na rua ou no transporte público”, explica.

Nas redes sociais, o Hemorio agradece as doações feitas por meio do projeto “Em casa”

Além da coleta em condomínios, o Hemorio busca outros espaços: “Estamos procurando batalhões dos bombeiros, da polícia, forças armadas, exército, igrejas porque os nossos parceiros habituais, que são universidades, escolas e empresas, não estão funcionando”, conta Luiz.

Os doadores na quarentena

O Hemorio também fez uma parceria com a Uber para conceder descontos em viagens que tinham destino ou partiam do centro de doações. A estudante Bianca Pinho usufruiu desta promoção e doou sangue pela primeira vez: “Eu não imaginava que doar era tão rápido e fácil. Eu acho muito importante essa atitude porque pode salvar vidas”.

E quando se fala em salvar vidas, o profissional de educação física Carlos Henrique Júnior é um exemplo de cidadania. Ele participa do programa de doação voluntária há mais de dez anos. “É muito importante doar nesse momento de pandemia. Mesmo com muita gente em casa, ainda estão acontecendo acidentes, outras doenças, e as pessoas estão precisando de sangue nos hospitais”, afirma Carlos.

Onde doar

O Hemorio está localizado na rua Frei Caneca, 8, no Centro do Rio de Janeiro e funciona todos os dias, das 7h às 18h. É possível chegar de Metrô, pela estação Central.

Por Alex Fravoline e Giovanni De Biase (Oficina Multimídia em Jornalismo)

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