Assaltos diminuem, mas insegurança continua

Após um ano da implementação do Tijuca Presente, moradores ainda se sentem inseguros com violência

O programa Segurança Presente no bairro da Tijuca completou um ano em janeiro deste ano. A operação conta com o trabalho de aproximadamente 35 agentes atuando das 8h às 20h, circulando a pé, em bicicletas, motos e carros, além de um assistente social para dar assistência a menores de idade e moradores em situação de rua. Mesmo assim, alguns moradores ainda se sentem inseguros ao andar pela região.

A estudante Tayná Vitória, de 21 anos, conta que já foi assaltada duas vezes nas redondezas da Tijuca. Na primeira vez, Tayná estava em um ônibus, durante o dia, quando um criminoso armado anunciou o assalto e recolheu os pertences de todos os passageiros. Já na vez seguinte, ela e alguns amigos foram abordados na saída da estação de metrô do Maracanã e tiveram os celulares furtados por menores de idade que portavam facas. A jovem, que é moradora do bairro de Vila Isabel há 11 anos, acredita que deveriam investir mais na segurança da Grande Tijuca. “Não se vê muito policiamento na maioria das ruas da região”, afirma.

Segundo dados da assessoria do Segurança Presente, houve uma redução de 62,26% em roubo de celular, de 75% em roubo a estabelecimento comercial e de 23,08% em roubo a transeunte. De janeiro até abril desse ano, houveram apenas dois aparelhos celulares roubados, seis casos de assaltos a transeuntes e nenhum registro de roubo de lojas. Em um ano de atuação, as ações do Tijuca Presente resultaram em 196 prisões em flagrantes, 177 mandados de prisão cumpridos e 1325 pessoas atendidas pelo serviço social, segundo dados divulgados pelo Núcleo de Inteligência (NUINT) da Secretaria do Governo.

Com pouco mais de um ano nas ruas, policias do Tijuca Presente realizaram por volta de 200 prisões (Foto: Reprodução/Operação Tijuca Presente)

Apesar dos números, os moradores e frequentadores da Grande Tijuca sentem que a violência na região ainda é uma realidade a se enfrentar e andam com insegurança pelas ruas de um dos bairros mais movimentados da cidade.

Por Clariana Dantas, Maitê Rodriguez e Paulo Victor (Oficina Multimídia em Jornalismo)

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