ONGs se adaptam para continuar projetos

Mesmo em meio à pandemia da Covid-19, os trabalhos voluntários não param. Na Tijuca, duas organizações não governamentais (ONGs) tiveram de se adaptar para continuar com as atividades, que se tornaram ainda mais necessárias durante esse período: a Associação de Desenvolvimento Educativo e Cultural, que atua na profissionalização; e a Abraço Cultural, com foco no acolhimento de refugiados e oferecimento de cursos.

A Associação de Desenvolvimento Educativo e Cultural (ADEC) foi criada em 1988 e, atualmente, promove diversos projetos para melhoria da condição social, profissional e humana de crianças, jovens e adultos, para que possa atingir um grande número de pessoas. A ONG tem programas de capacitação profissional e de conscientização para o exercício da cidadania.

Em março, uma campanha foi realizada para ajudar as famílias do Projeto Jurujuba. A iniciativa garantiu três meses de cestas básicas para 71 famílias, que moram na comunidade Jurujuba, em Niterói, e ficaram sem renda devido ao isolamento social.

Além disso, a ONG também distribuiu às famílias cartões vale alimentação, no valor de R$ 323,91, para que pudessem comprar o que realmente estavam precisando. Dessa forma, ajudaram outras pessoas, pois movimentaram pequenos mercados locais da comunidade.

Uma das mães, moradora da comunidade do Jurujuba, em Niterói, recebendo cartão vale alimentação e kit (Foto: reprodução ADEC)

Na véspera do dia das mães, a ADEC não entregou somente cartões vale alimentação para as famílias cadastradas, como também deu um carinhoso presente para todas as mães do projeto. Afinal, a ONG acredita na capacidade de liderança da mulher brasileira e de se despontar como protagonista na sociedade, assumindo posições de influência em diversos setores da sociedade.

Há 22 anos, o projeto começou com o atendimento de 100 crianças e adolescentes de alta vulnerabilidade social da comunidade pesqueira Jurujuba, em Niterói.  O objetivo é o desenvolvimento de atividades educativas e lúdicas que possibilitam às crianças e adolescentes reforçar o conhecimento adquirido no ensino formal e aumentar sua autoestima.

Dessa forma, o projeto capacita essas meninas para terem mais esperança na realização dos seus sonhos e na mudança da sua realidade sociocultural. Ele já recebeu o Prêmio Rio Sociocultural e o patrocínio do Criança Esperança.

Outra ONG que também não parou com as atividades durante a pandemia da Covid-19 é a Abraço Cultural. Criada em São Paulo, em 2015, chegou no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, no ano seguinte. A organização é um curso de idiomas e cultura para a população em geral, com todos os professores refugiados.

Devido ao isolamento social, para que as aulas pudessem continuar acontecendo, algumas adaptações foram realizadas. Todas as aulas migraram para o ambiente virtual e vão ser on-line até o meio de agosto. Para as férias de julho, a Abraço Cultural preparou um curso intensivo de férias.

Aula de francês online durante a pandemia da Covid-19 (Foto: reprodução Abraço Cultural)

Antes disso, em junho, a ONG promoverá o maior evento no Rio de Janeiro, em comemoração ao Dia Mundial do Refugiado. O Rio Refugia, realizado há 3 anos, terá a primeira edição on-line devido à Covid-19, e vai acontecer na semana de 15 a 20/06. O evento também vai trazer, além do incentivo ao apoio dos empreendedores e iniciativas, apresentação musical, webinars e conteúdos culturais exclusivos on-line. Para ganhar visibilidade durante esse período tão difícil de pandemia, algumas pessoas aguardam o evento para vender comidas e artesanatos.

Esse evento é realizado pela Abraço Cultural para criar um espaço de trocas, conectando os “novos cariocas” aos brasileiros. O Dia Mundial do Refugiado comemora a coragem, resiliência e potência de transformação das pessoas que deixaram seus países devido a guerras, violações dos direitos humanos e diversas perseguições.

A campanha AbraceDaí foi criada em conjunto com a plataforma Atados. O objetivo é dar diferentes maneiras para a população apoiar refugiados juntando iniciativas de instituições que atuam com o público refugiado e um catálogo online de empreendedores em situação de refúgio que estão adaptando seus pequenos negócios para o mundo virtual.

Sala de aula da Abraço Cultural (Foto: reprodução Abraço Cultural)

Como ajudar e incentivar o trabalho das ONGs

Para ajudar e engajar o trabalho da ADEC para chegar em mais mulheres e famílias, a contribuição pode ser feita pelo site https://adecprojetossociais.org.br/contribua

Para mais informações sobre a campanha AbraceDaí, acessar os sites http://www.abracocultural.com.br/rio-refugia-em-casa/ e https://www.atados.com.br/abracedai


Por Guilherme Campos, Karolyne Caparelli e Lucas Moreira (Oficina Multimídia em Jornalismo)

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