Isolamento social: um ato de amor ao próximo que salva vidas

Em tempos de pandemia, é necessário pensar no bem-estar coletivo, e o isolamento social é a principal forma

No dia 26 de fevereiro foi notificado o primeiro caso de coronavírus no Brasil, na cidade de São Paulo. Com o número de casos aumentando a cada dia por todo o país, os estados decidiram adotar a medida mais eficaz para contenção do vírus nesse momento: o isolamento social. A eficácia desta ação foi comprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com base em estudos de países que aplicaram o isolamento com mais agilidade. Sendo assim, devido ao fato de não existir vacina para doença e remédio que tenha uma efetividade comprovada, a única arma, que a população e autoridades têm, é a quarentena.

A propagação do SARS-COV-2 diminui, à medida que menos pessoas potencialmente infectadas circulem pelas ruas. Um estudo realizado pela Unicamp comprova que atualmente o isolamento social está salvando vidas, segundo ele, se for mantido o nível atual de isolamento uma vida será salva a cada zero ponto oito minutos. A microbiologista e pesquisadora da UFRJ, doutora Aline Rosa, afirma que o grande perigo do coronavírus é a velocidade como ele passa de pessoa para pessoa e não a taxa de mortalidade do mesmo. “A principal característica do novo coronavírus não é matar muitas pessoas por causa de uma alta virulência, mas sim por impactar de uma forma muito grave os sistemas de saúde”, comenta. Com isso, quanto mais pessoas nas ruas, os casos tendem a crescer e assim sobrecarregar o sistema de saúde do Brasil.

Durante a pandemia Isabella Vianna e sua família costumam se reunir para comer e assistir lives na sala de estar (Foto: Isabella Vianna)

Desde o dia 17 de março, o Estado do Rio de Janeiro, está em isolamento social. A Prefeitura do Rio, vêm fazendo levantamentos da taxa de adesão a esta medida restritiva, com isso, é possível observar que quando ela foi posta em prática, 85% das pessoas estavam isoladas. Este número tem tido constantes mudanças, as vezes aumenta e outras diminui, sendo assim é necessário que tenha um monitoramento constante e que isso seja passado para população. A estudante de Direito e moradora da Tijuca, Isabella Vianna, comenta que para ela o isolamento é importante para evitar a propagação do vírus em massa e proteger aqueles que integram os grupos de risco, além disso ela afirma está cumprindo está medida. Isabella ainda conta como se sente ao observar uma boa adesão em seu bairro. “Fico aliviada em ver quase ninguém na rua, pois quer dizer que as pessoas estão se conscientizando mais em relação ao perigo do vírus”.

O colapso no sistema de saúde carioca é iminente, as redes pública e estadual já operam com lotação máxima dos leitos e a rede particular atingiu 90% da lotação nos leitos de UTI. Este quadro é bastante preocupante ainda mais quando parte da população insiste em desrespeitar as medidas de isolamento, com os hospitais atingindo a capacidade máxima, pacientes em estado grave podem morrer pela falta de leitos ou equipamentos para mantê-los vivos. Por isso, a microbiologista e pesquisadora da UFRJ, Doutora Aline Rosa, explica que no momento o Rio de Janeiro precisa arrochar as medidas restritivas e implementar o “lockdown”. “Está medida é importante tendo em vista que nós temos observado uma resistência de parte da população ao isolamento social, por consciência própria”.

Algumas outras medidas, foram impostas pelo Governo Estadual e Prefeitura do Rio de Janeiro, a fim de diminuir a concentração de pessoas em um mesmo local. O fechamento dos grandes centros comerciais como calçadão de Campo Grande, Centro de Nova Iguaçu e Praça Saens Peña na Tijuca, são exemplos. A tijucana Isabella Vianna, diz que para ela o isolamento social precisa ser mais respeitado, apesar de não observar grandes movimentações próximo de casa, ela sabe que existem muitas pessoas que não estão respeitando essa medida. Sobre os bloqueios na Praça Saens Peña, ela afirma que vê com bons olhos. “Acho necessário porque ainda existem aqueles que não compreendem a importância do isolamento e fazem com que essas medidas sejam necessárias para impedir o fluxo e aglomeração de pessoas”.

Para que a população se veja livre deste vírus o mais rápido possível é necessário pensar que manter-se em casa durante a pandemia, é ato que salva vidas e reforça que a humanidade precisa de mais empatia. Aline Rosa pede para quem não exerce funções essenciais que fiquem em casa e exercitem o senso de coletividade. “Tal ato é necessário para que os profissionais de saúde que estão na linha de frente vençam essa difícil batalha e para que nós possamos voltar a normalidade o mais rápido possível”.

Por Andressa Vianna, Gabrielle Bastos e João Henrique Oliveira (Oficina Multimídia em Jornalismo)

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