ONG aponta aumento na adoção de cães e gatos

Com a pandemia e o isolamento social, a adoção de um amigo peludo vem aumentando. De acordo com uma reportagem do Jornal O Globo, durante a quarentena, ONGs revelaram que o número de animais adotados aumentou significativamente. A Focinhos de Luz divulgou que, enquanto em janeiro foram adotados apenas 11 gatos, em abril este número chegou a 15 felinos e 13 cães. É isso que tem acontecido nas casas e apartamentos de vários brasileiros, principalmente os da Grande Tijuca.

Dona Sônia Maria, de 72 anos, moradora dos arredores do Maracanã, não ficou para trás nessa estatística. Ela adotou seu mais novo companheiro: o Manoel. Em homenagem ao seu falecido marido, dona Sônia colocou o nome no pet para não se sentir sozinha nessa quarentena e também relembrar de seu grande amor. “Os filhos já estão com suas vidas e as suas casas, o marido já se foi lá pro céu. Como eu nesse momento estava me sentindo só, fui a uma feirinha de adoção e amei o Manoel”.

Com certeza é muito amor e também muita responsabilidade. Ao encontrar um bichinho adorável e fofo é difícil se controlar, mas é preciso cautela. A veterinária Larissa Torres aponta a importância da “adoção responsável” e explica que cuidar de um bichinho vai muito mais que alimentar e dar água. “Eles precisam de ir ao pet shop e ao veterinário com frequência para tomar remédios, vacinas e todos os outros cuidados”, explica, indicando que os gastos são altos.

Segundo a ONG Focinhos de Luz, aumento na procura de felinos também aumentou. “Gatos podem ser ótimos amigos para nós, humanos, também”, afirma Mayara Teixeira, de 25 anos, moradora do Andaraí. A estudante de Enfermagem, que saiu da casa dos pais início deste ano para morar sozinha, decidiu, nesta quarentena, não ficar tão só assim. Há 20 dias ela adotou o Caramelo, gatinho manhoso que está adorando seu novo lar. “Gatos são ótimos para mim. São independentes, mas ainda muito carinhosos.”, contou.

Com toda essa demanda, é claro que também surgem dúvidas sobre os cuidados, como lidar e como até adaptar os lares com um novo integrante da família. Por isso, o especialista em adestramento e cuidados de cães e gatos explica sobre os pontos de atenção: “Muitos itens do seu apartamento podem ser armadilhas mortais para filhotes e gatinhos minúsculos, então, antes de levá-lo definitivamente para casa, explore todos os riscos em potencial.” Além disso, o especialista acrescenta que devemos verificar se há vãos atrás da geladeira, fios soltos que possam ser mastigados. Um dos cuidados principais é a instalação grades ou redes de proteção em janelas e observe se as plantas da sua casa podem ser tóxicas.

Tomar esses cuidados pode garantir a qualidade de vida e a segurança dos seus pets, além de evitar maiores despesas com veterinários e outros cuidados, caso um incidente aconteça. A Mayara já está com tudo verificado: “Assim que eu me mudei para cá, eu instalei uma rede, antes mesmo de saber que teria um novo amigo. Acho que fui meio vidente”, conta com bom humor.

Seja com ou sem isolamento social, a adoção de um animal é sempre um bem comunitário que ajuda os donos e também os próprios bichinhos. Por isso, dona Sônia comenta: “Eles sentem tudo, sentem mesmo. O amor, a tristeza, a raiva (…) Nada melhor que uma vida com sentimentos para acompanhar a gente”.

Por Maria Gabrielle Gama (Oficina Multimídia em Jornalismo)

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