Aulas de dança durante a quarentena: um novo olhar para o movimento

A paralização de serviços não essenciais substituiu, pelo menos por enquanto, as tradicionais salas de dança pela sala de casa de cada aluno

Desde que o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel decretou a quarentena no Estado, uma série de práticas foram proibidas, dentre elas, o funcionamento de escolas e academias de dança. Com o alto risco de contágio pelo novo coronavírus, as atividades que exigiam contato e aglomeração foram uma das primeiras a serem impedidas de serem realizadas.

Para que o serviço não fosse paralisado totalmente, algumas dessas instituições decidiram continuar com as aulas através de plataformas online. Dessa forma, não só os alunos continuariam praticando atividades físicas, como a própria instituição sofreria menos impacto econômico. 

Moradora de Vila Isabel, Giulia Lins ensina dança há um pouco mais de 10 anos e dá aula para crianças e adultos em várias escolas da Tijuca. A professora precisou se adaptar à nova forma de ensinar e se reinventar para que os alunos continuassem atentos. “Tive dificuldade de desenvolver atividades para as crianças, pois elas geralmente usam materiais lúdicos em sala de aula”. 

O bairro da Tijuca continua com um grande número de casos e de mortes, o que vai atrasar a reabertura desses locais. Até lá, as aulas terão que permanecer online. A professora Giulia acredita que apesar das dificuldades, essa alternativa tem atendido muito bem. “Acredito que é uma nova forma de ensinar que dá certo, mas claro que nem para todo mundo. Mas é válido para pessoas que não tem acesso a certos conteúdos em sua cidade”. 

A novidade das aulas virtuais também tem sido desafiadora para quem pratica. A aluna de ballet Letícia Mota teve que fazer ajustes em casa para que pudesse fazer a aula da melhor maneira possível. “Tive dificuldade com a adaptação dos móveis para ajudar nas aulas, em abrir espaço para praticar os exercícios, e com os acessórios usados”. Apesar disso, Letícia aprovou esse novo caminho pelas contribuições que essa atividade proporciona enquanto ainda precisamos ficar em casa. “Me manter fazendo as aulas ajuda tanto no aspecto físico me mantendo ativa, tanto no psicológico, ajudando a manter uma rotina, aliviar a ansiedade”. 

Por Bárbara Souza, Hélio Uchôa e Ingrid Marins (Oficina Multimídia em Jornalismo)

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