Uvalopride: núcleo de torcida LGBTQIA+

É comum casos de homofobia atraírem os holofotes dentro do meio desportivo e geralmente, se dá por meio da violência verbal. No âmbito universitário não é diferente, casos de agressões (verbais e físicas) foram relatados em uma competição em Vassouras durante os Jogos Universitários de Comunicação Social (JUCS) em 2019, onde faculdades de todo o Rio de Janeiro se reuniram por quatro dias para disputarem várias modalidades esportivas.

Insatisfeitos com todo o preconceito sofrido dentro e fora do ambiente esportivo universitário, os alunos da Universidade Veiga de Almeida (UVA), campus Tijuca, Gabriel Wardi e Brenda Mosquéra, de 22 e 23 anos respectivamente, criaram um núcleo de torcida LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais ou transgêneros, queer, intersexo, assexual e mais as diversas orientações sexuais e identidades de gêneros que existam), o chamado Uvalopride (Uva sigla da universidade e pride do inglês que significa orgulho).

O núcleo, criado em outubro de 2019, mas somente com a ativação em março de 2020, não tem patrocínio, mas muitos projetos no papel e apoio de amigos e da Associação Atlética de Comunicação e Artes Uva Tijuca (AACAUT). “É preciso mostrar nossas cores e origens dentro do esporte, que muita das vezes é tomado pelo preconceito, é uma luta diária pelos nossos direitos dentro e fora de quadra”, afirma Gabriel. Além disso, o Uvalopride quer ganhar visibilidade e representatividade dentro do esporte universitário.

torcida
Fusão das Logos da Associação Atlética de Comunicação e Artes Uva Tijuca e o Uvalopride

Um dos projetos ativos é uma parceria com o ”Jucs sem lgbtqia+, maior que nossas cores”, em que foram ofertadas lives com convidados que discutiram temas ligados à comunidade LGBTQIA+ e ao meio universitário, e também, transmissões com artistas independentes. “Esse projeto é o encontro entre as diversas cores de cada delegação de Comunicação e Artes, formando uma única torcida lindíssima, colorida e unida por uma mesma causa”, conta Gabriel

Assim como toda torcida que se preze, o Uvalopride possui a sua própria mascote, a Lisa, do desenho animado ” Os Simpsons”. Perguntado o porquê dessa escolha, Brenda deixou claro que dentro do seriado, Lisa está lutando sempre em prol da minoria, além de ser feminista e bissexual. “O nosso meio é muito homofóbico e tem muita gente sofrendo e morrendo por causa de amor”.

Os próximos passos do Uvalopride são fazer uma divulgação do meio para atrair mais gente para dentro do projeto, além disso, compartilhar informações para que as pessoas possam se sentir mais felizes consigo mesmas e representadas. E o maior desafio do núcleo é conseguir ser aceito na sociedade. “Ainda tem bastante cidadãos preconceituosos e fechados para aprender”, completa Brenda.

Por Alessandra Borges, Breno Campos e Lucas César Zorthéa (Oficina Multimídia em Jornalismo)

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